Webinar #Corona360 Especial #DemocracyTalks discute o que a democracia pode fazer por você

29 set 2020

Missão Diplomática da Suécia no Brasil promove webinar #DemocracyTalks para marcar o Dia Internacional da Democracia, celebrado em 15/09.

Em parceria com o BRICS Policy Center do Instituto de Relações Internacionais da PUC Rio, a Missão Diplomatica da Suécia no Brasil promoveu na terça-feira, 29/09, o "Webinar #DemocracyTalks: Falar. Votar. Amar. O que a democracia pode fazer por você?". Evento, parte da iniciativa #JuntosPelaDemocracia do Governo Sueco, reuniu em um bate papo Johanna Brismar-Skoog (Embaixadora da Suécia no Brasil), Carlos Frederico Coelho (Mestre em Relações Internacionais e Europeias pela Universidade de Linköping e Doutor em Ciência Política pelo IESP/UERJ), Esther Solano (Doutora em Ciências Sociais pela Universidade Complutense de Madri e professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo - Unifesp) e Sandra Silva Paulsen (Economista e Doutora em Economia pela SLU em Uppsala).

Durante a conversa, os quatro participantes explicaram o que a democracia significa para si e discutiram as crises e movimentos que recentemente têm desafiado as instituições democráticas. 

Para a Embaixadora Johanna Brismar-Skoog, a democracia permite que você faça sua voz ser ouvida e lhe dá o direito de influenciar e exigir responsabilidade. "A democracia fornece esperança e as condições para moldar um futuro comum em uma sociedade segura e pacífica. A Suécia está convencida de que uma democracia saudável, que encoraja liberdade de expressão, protege os direitos das minorias e direitos iguais para todos e todas, é a melhor base para uma sociedade sustentável", disse. 

Para Carlos Frederico Coelho a tolerância é um dos pilares da democracria. "Em um sistema de governo democrático é preciso que haja tolerânica mútua, que as liberdades de expressão, acadêmica e de imprensa, por exemplo, sejam toleradas", afirmou.

Esther Solano destacou que a democracia é um conceito em constante construção e a possibilidade de construir um presente e um futuro coletivos, salientando que a negação da política e o discurso de ódio são as principais ameaças à democracia no momento. "A democracia não está isenta de conflito, mas o ódio é incompatível com essa forma de organização. Não podemos nos fechar ao diferente. Precisamos escutar, ver e enxergar o outro".

Sandra Silva Paulsen relembrou o tempo em que viveu na Suécia, evidenciando a importância da igualdade para uma plena democracia. "A primeira vez que entendi e experimentei de fato a democracia foi na Suécia. Nordestina, parda, imigrante, viúva e mãe de dois filhos, tinha tudo para dar errado na minha chegada ao país. Mas não deu. Fomos acolhidos por uma sociedade igualitária e com oportunidades iguais".

Webinar também falou um pouco do papel das redes sociais como uma pressão adicional no dia a dia democracia. Ao substituir meios tradicionais de informação por grupos de confiança, o processo de whatsappzação da política, por exemplo, diminui a exposição das pessoas a visões diferentes ou conflitantes. "É como se houvesse uma diminuição da democracia já que você fica limitado: um sistema democrático pressupõe abertura e exposição ao diverso", afirmou Esther. 

A COVID-19 também não ficou de fora da conversa e foi apontada como um novo foco crise para a democracia. "A pandemia não tem afetado apenas a saúde global, ela tem destacado e ampliado a ameaça ao direito a informações livres, independentes, plurais e confiáveis. Precisamos combater, mais do que nunca, a desinformação", disse a Embaixadora Johanna Brismar-Skoog.

Durante o bate papo, a diplomata também destacou o discurso do Primeiro Ministro Stefan Löfven na Assembleia Geral da ONU, quando falou da enorme pressão que a pandemia tem para os direitos humanos; a criação do Grupo Amigos em Defesa da Democracia, nova parceria entre Suécia, Uruguai, Portugal, Geórgia, Libéria, Mongólia e Tunísia; e a importância do diálogo para a diplomacia e o multilateralismo. 

Última atualização 03 out 2020, 14.04